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# Algumas armadilhas na relação: o ciúme!

Ciúme é, certamente, uma das maiores causas de conflitos nas relações. O que piora ainda mais a situação é que, diante da crise de ciúme do parceiro, muitas vezes, o cônjuge acaba fazendo coisas que aumentam a probabilidade de que, em uma situação semelhante futura, outra crise aconteça.

Ciúmes, a semente do caos. (Foto: GraphicsHunt.)

Lidar com este sentimento tão confuso de medo, raiva, amor, paixão, insegurança, realmente não é fácil - tanto para que sente o ciúme, quanto para quem tem de conviver com esta pessoa. É comum o cônjuge cair em diversas armadilhas criadas por ele mesmo na tentativa de apaziguar a situação. Que armadilhas são estas?

Por exemplo, quando Maria diz que João não dá mais atenção para ela, mas está passando muito tempo com Valdete - secretária de João. Maria reclama, às vezes até chora. E o problema é que, de tanto serviço na empresa, João realmente não consegue mais passar tanto tempo com Maria e, mesmo em casa, é obrigado a atender Valdete com frequência para resolver problemas administrativos.

Incomodado pelo choro e reclamações de Maria, João começa a abraçá-la, beijá-la, ou até presenteá-la mais do que em outras situações. Diante disto pode-se indagar: o que a demonstração de ciúme de Maria teve como consequência? A resposta é simples: aquilo que ela "almejava", que era a atenção, cuidados e carinho de João.

É bastante provável que isto se repita. O comportamento de chorar e reclamar de Maria tem como consequência a adição no ambiente daquelas coisas que ela estava em privação - carinho e atenção de João -, portanto, diz-se que foi reforçado positivamente por esta consequência. O comportamento de João de dar este carinho e atenção para Maria, por sua vez, tem como consequência a remoção do ambiente daquilo que o incomodava - o choro e reclamações de Maria - e, portanto, diz-se que foi reforçado negativamente.

Portanto, chama-se aqui de reforço aquela consequência que 1) adiciona ao ambiente (reforço positivo) algo que o sujeito estava em privação, ou; 2) remove do ambiente (reforço negativo) algo que o incomodava, um estímulo aversivo.

É possível perceber o quanto é circular a situação, e o quanto ela caminha para o verdadeiro Caos? Cada vez mais Maria chora para ganhar o que "quer" de João, e cada vez mais João dá o que Maria "quer" para que ela pare de chorar.

Se a relação continuar retroalimentando a situação, muito provavelmente o nível de estresse irá aumentar tanto que haja uma "explosão".

Outro sentido que o ciúme pode tomar é aquele onde, diante da demonstração de ciúme do cônjuge, o parceiro briga, mas logo depois vem pedindo desculpas e fazendo carinho. A lógica é a mesma: embora haja uma briga, Maria consegue o que quer de João - o seu carinho.

É bom alertar para o fato de que este processo geralmente é inconsciente. Maria não pensa "vou brigar para ganhar o carinho de João", mas acontece... na grande maioria das vezes o casal não sabe explicar porque é que o ciúme está aumentando. Cabe ao Psicólogo que os atender ajudá-los a tomar consciência disso.

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# Tamanduá-bandeira: um gigante comedor de formiga

Para comer até 30 mil formigas e cupins por dia, esse mamífero precisa de habitats variados para sobreviver. Saiba mais sobre essa espécie que já foi encontrada em todos os estados brasileiros e hoje está ameaçada de extinção.

A espécie é facilmente reconhecida por sua pelagem característica. (Foto: Érico Vieira / Flickr.)

Ele mede cerca de 2,20 metros, pesa até 45kg, tem uma cauda grande e com pelos grossos e compridos e um focinho longo. O tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) usa suas garras dianteiras para escavar vários formigueiros e cupinzeiros ao longo do dia para capturar, com sua língua extensível, até 30 mil formigas e cupins.

Essa espécie é facilmente reconhecida por sua pelagem característica, que tem uma faixa diagonal preta com bordas brancas, que se estende do peito até a metade do dorso. As patas dianteiras, que têm três garras longas, são mais claras do que as traseiras, que têm cinco garras, mais curtas.

Como se alimenta de formigas e cupins, não possui dentes. Seu olfato é aguçado, já que é a principal ferramenta para localizar suas presas. Quando encontra um formigueiro, o tamanduá-bandeira fica apenas alguns minutos no local, e logo se dirige a outra fonte de comida.

É cauda ou cobertor?

Por sua dieta de pouco valor nutricional, o tamanduá-bandeira tem metabolismo lento e, por isso, apresenta dificuldade de regular a temperatura do próprio corpo. Para resolver esse problema, a espécie desenvolveu o hábito de se esconder do calor ou do frio no interior de florestas.

Mas essa não é a única estratégia. Apesar de viver nos trópicos, o tamanduá-bandeira tem uma pelagem densa, especialmente na cauda. Quando se deita para dormir, ele faz uma cavidade rasa no solo e coloca a própria cauda sobre o corpo. A cauda peluda funciona como isolante térmico e ainda ajuda a camuflar o animal.

As fêmeas, após cerca de 190 dias de gestação, também utilizam a cauda como cobertor para seus filhotes enquanto são amamentados. Os filhotes nascem pequenos e frágeis e são carregados no dorso da mãe durante aproximadamente nove meses.

Mamífero ameaçado

O tamanduá-bandeira está adaptado para viver em ambientes variados. Apesar de passar a maior parte do tempo no chão, ele tem habilidade para subir em árvores. Ele também pode caçar durante o dia ou a noite, dependendo da temperatura e da chuva.

A espécie é encontrada em campos limpos, cerrados e florestas. Apesar de ser mais comum em áreas de cerrado, usa ambientes de floresta para repouso e abrigo, durante as horas mais quentes do dia, e utiliza os campos limpos para se alimentar quando as temperaturas estão mais amenas.

Por sua versatilidade, o tamanduá-bandeira pode ser encontrado da América Central até a América do Sul. Originalmente, ocorria em todos os estados brasileiros, mas atualmente está em risco de extinção em todas as regiões do país e já foi extinto no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

A degradação e a redução dos habitats são apontadas como as principais causas da perda populacional da espécie, mas a caça, o atropelamento em estradas e os incêndios florestais também contribuem para colocar o tamanduá-bandeira na lista de espécies ameaçadas de extinção.

Fonte: WWF-Brasil.

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# Conheça os produtos de sua cozinha que podem ser utilizados como alternativas para os produtos de limpeza e desinfetantes tóxicos

Sem que a gente perceba, diversos químicos tóxicos entram em nossas casas diariamente através de produtos de limpeza, materiais de construção e pesticidas. Essas substâncias são extremamente prejudiciais a nossa saúde e ao meio ambiente. O importante é que podemos trocar alguns desses produtos por outros com substâncias naturais e que podem ser encontradas em casa.

É possível utilizar produtos naturais para cuidar da casa. (Foto: NormandyDude / Flikr.)

Antes de comprar um desinfetante, aerossol ou qualquer produto do gênero, confira se ele possui alguma dessas sustâncias: amônia, butil cellosolve, cresol, formaldeído, glicol, ácido hidroclórico, ácido hidroflórico, lixívia, naftalina, paradiclorobenzenos, percloroetileno, destilados de petróleo, fenol, ácido fosfórico, propelentes, ácido sulfúrico e tricloroetileno.

Esses produtos podem causar diversos problemas, como intoxicação, problemas respiratório, danos ao sistema nervoso e até câncer.

Produtos químicos não tóxicos

Alguns itens encontrados em sua cozinha podem te ajudar a manter a casa limpa e a fazer um economia no final do mês.

  • Vinagre:

Por ser ácido, o vinagre mata os germes, dissolvendo gorduras e depósitos minerais. Use vinagre para tirar as manchas de fervura na chaleira: despeje o vinagre até 1/3 da capacidade da chaleira, leve à fervura e esvazie. Repita o processo com água para eliminar o vinagre.

  • Fermento em pó:

Muitos de nós têm uma lata de fermento em pó, que é um produto barato e fácil de encontrar no armário da cozinha. Além de seu uso tradicional para assar bolos, trata-se de um produto de limpeza razoavelmente abrasivo, com propriedades alvejantes. Também é ótimo para remover odores deixados pelos bichinhos de estimação nos tapetes.

  • Óleos essenciais:

As essências de diversas plantas – como hortelã e lavanda – podem ser usadas como desodorizadores de ambiente e para acrescentar um aroma agradável a desinfetantes caseiros. Você encontrará óleos essenciais em lojas de produtos naturais e algumas farmácias e supermercados. Um pequeno frasco de essência de boa qualidade pode ser caro, mas você só precisará de duas gotas para obter efeito.

  • Carbonato de sódio:

Também conhecido como barrilha e soda, este produto facilitará a remoção de sujeiras e manchas gordurosas. Procure próximo aos sabões em pó, no supermercado. Muito cuidado, no entanto, pois só pode ser usado para lavagens à mão; jamais coloque na máquina de lavar.

Fonte: Portal EcoDesenvolvimento.

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# Arqueólogos encontram 100 vasilhas de 3.500 anos em Israel

JERUSALÉM (AFP) - Em torno de cem recipientes de 3.500 anos, utilizados para cerimônias pagãs, foram encontrados no norte de Israel, anunciou nesta segunda-feira uma equipe de arqueólogos.

Escavações em Tel Qashish, perto de Haifa, Israel.
(Foto: Agence France-Press.)

Essa descoberta, por sua antiguidade e bom estado, é "extremamente rara", explicaram Edwin van den Brink e Uzi Ad, responsáveis pelas escavações que duraram duas semanas em um terreno de depressão natural em um substrato rochoso de Tel Qashish, perto de Haifa.

"Nunca tinha sido descoberto esse tipo de objeto, de 3.500 anos, e é extraordinário encontrá-los em tal estado de conservação", explicaram.

Entre os objetos encontrados está uma vasilha para queimar incenso e um copo adornado com a forma de uma mulher, que pode ter sido utilizado para fazer oferendas ou libações a uma divindade.

Também foram encontrados objetos fabricados em Micenas, na Grécia atual, o que prova, segundo os arqueólogos, a existência de laços comerciais entre ambas as regiões.

"Nesse período existia um perigo de invasão militar, e nossa teoria é de que os sacerdotes esconderam objetos utilizados nos templos por temor de que fossem destruídos", disse à AFP Van den Brink.

"Um sítio localizado em uma colina próxima, da mesma data, foi destruído e enterrado, então talvez tenha havido uma guerra ali", completou.

Tel Qashish, ou Tell al Qassis, em árabe, é uma cidade bíblica localizada perto do Monte Carmelo, nos arredores de Haifa.

Monte Carmelo - Israel, proximidade do local onde foram encontrados os artefatos. (Foto: Wikipédia.)

Segundo o Antigo Testamento, em Tell al Qassis ou perto dali, o profeta hebreu Elias degolou 450 profetas do deus pagão Baal.

Fonte: AFP via Yahoo! Notícias.

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# Hotel feito com 12 mil quilos de lixo é erguido em Roma

Com a crescente poluição das atrações turísticas naturais, é fácil encontrar lixo nas praias, florestas e cachoeiras mais movimentadas. Para alertar o turista europeu para os cuidados com os pontos visitados foi erguido um hotel com 12 mil quilos de lixo em Roma.

Banner de divulgação do projeto. (Foto: Divulgação.)

O Save The Beach Hotel não é bonito, mas nada feito de sujeira é. O design é do artista alemão H.A. Shult, que o desenhou para a campanha ambiental do grupo Save The Beach.

Shult, em entrevista à BBC, explicou a ideia central da campanha: "ele é feito de lixo porque em todo lugar que vamos no mundo há lixo. Nós vivemos em um momento de poluição do planeta, mas não nos damos conta que ele nos pertence por pouco tempo".

O hotel não é feito apenas de lixo, para fazer estrutura e paredes foi utilizado um material pré-fabricado. Além disso, não dá para reservar hospedagem nem na alta estação, já que a construção é temporária. A campanha tem o objetivo de chocar os turistas com a quantidade de resíduo retirado das praias da cidade.

Fonte: Portal EcoDesenvolvimento.

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# Lilypads, as cidades flutuantes 'high tech' contra aquecimento global

Se as previsões mais catastróficas dos cientistas que pesquisam o aquecimento global se confirmarem, a humanidade terá de enfrentar a elevação do nível do mar e a conseqüente inundação de diversas cidades costeiras.

Lilypad, projeto de cidade flutuante criada pelo arquiteto Vincent Callebaut. (Foto: Divulgação.)

O arquiteto belga Vincent Callebaut já tem a solução: ele propõe a construção de vilas flutuantes, com sistemas computadorizados capazes de controlar da produção de energia à dessalinização da água.

As cidades artificiais propostas por Callebaut, batizadas de 'Lilypad', poderiam ser instaladas em qualquer lugar do oceano. Auto-sustentáveis, cada vila tem capacidade para receber 50 mil moradores.

Cidade artificial terá capacidade para abrigar 50 mil pessoas. (Foto: Divulgação.)

Utilizando apenas tecnologias já disponíveis hoje em dia, afirma o arquiteto, as vilas flutuantes seriam ecologicamente adequadas.

A energia seria fornecida por placas de captação de raios solares, turbinas eólicas e usinas movidas pelo movimento das ondas do mar.

A cidade é autônoma em geração de energia e controle de poluição. (Foto: Divulgação.)

Um lago construído no centro da ilha serviria para capturar, armazenar e purificar a água da chuva. A cidade proposta também tem três marinas - já que os barcos seriam a principal forma de ligação entre as vilas e com o continente - e montanhas artificiais.

Fonte: G1.

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# Cientistas suspeitam de vida extraterrestre em Titan

Atividade química da lua de Saturno aponta para a existência de seres que vivam à base do metano. Podem ser as primeiras provas de vida extraterrestre, mas muito diferente da nossa, baseada em metano e que estaria em pleno desenvolvimento sobre a superfície de Titan, a enigmática lua de Saturno, sugerem os novos estudos realizados a partir dos últimos dados obtidos no terreno pela sonda Cassini, da NASA.

Ilustração de Titan (Foto: Craig Attebery/ESA/NASA.)

Os resultados das novas análises da complexa atividade química da superfície de Titan deixaram os cientistas surpresos.

Mesmo que sejam possíveis outras explicações, muitos acreditam firmemente que estes resultados constituem uma prova fiável de alguma forma de vida baseada em metano.

As novas análises demonstram que existem as condições essenciais para que este tipo de vida possa existir.

O primeiro dos estudos, publicado no Icarus, mostra que o hidrogênio que flui em abundância na atmosfera do planeta desaparece quase por completo quando chega à superfície, confirmando a possibilidade que está a ser respirado por criaturas vivas.

O segundo, publicado no Journal of Geophysical Research, é um mapa detalhado dos hidrocarbonetos presentes na superfície de Titan. Uma mapa em que, de um modo inexplicável, falta o acetileno, um gás que casualmente é considerado como a melhor fonte de alimento e energia para uma hipotética forma de vida baseada em metano.

“Sugerimos que algo está a consumir o hidrogênio porque é o gás mais óbvio para ser consumido por uma forma de vida em Titan, da mesma forma que se consome oxigênio na Terra”, explica Chris McKay, astrobiólogo da NASA no Centro Espacial Ames.

“Se estes indícios confirmarem a presença de vida, será duplamente excitante, já que seriam novas formas de vida, independente da baseada em água, como acontece na Terra”, afirma o cientista.

Até ao momento, a existência de vida baseada no metano é algo puramente hipotético. Na verdade, os cientistas não encontraram ainda nada semelhante, apesar de no nosso planeta existir um curioso tipo de micróbios aquáticos que vivem no metano ou o geram como resíduo.

Estado líquido reduz hipóteses

Em Titan, onde as temperaturas ultrapassam os 180 graus abaixo do zero, um organismo baseado em metano deveria utilizar alguma substância em estado líquido para conseguir manter os seus processos vitais.

Neste caso, a substância não poderia ser água, já que existe apenas em forma de gelo e não poderia albergar qualquer tipo de vida, o que reduz a lista de líquidos candidatos a apenas um − o metano.

As novas descobertas sobre a escassez de hidrogênio superficial são consistentes com os efeitos que a Terra produziria caso tivesse uma forma de vida baseada em metano.

Quem consome o ar de Titan?

A explicação mais lógica e que melhor corrobora os resultados é que o hidrogênio que falta está sendo respirado por alguma forma de vida. O mesmo acontece com o acetileno.

Dadas as condições extremas de Titan, os raios do Sol deveriam reagir com os elementos químicos da superfície e produzir uma quantidade considerável deste gás altamente energético e inflamável.

Moléculas não identificadas

No entanto, o acetileno não aparece em parte nenhuma, o que reforça a hipótese de que está sendo consumido como alimento por organismos vivos.

Além disto, o espectrômetro da Cassini também detectou uma classe de moléculas orgânicas que os cientistas ainda não foram capazes de identificar, o que leva os investigadores a concluir que existe uma ou várias formas de vida diretamente responsáveis pelas misteriosas ausências de elementos químicos sobre a superfície.

Fonte: Ciência Hoje. (Adaptado para o português do Brasil.)

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# Terra e Lua podem ser muito mais jovens do que se pensava

A Terra e a Lua podem ter se formado muito mais tarde do que se acreditava, segundo recente pesquisa da Universidade de Copenhague, publicada na revista especializada Earth and Planetary Science Letters.

Terra e Lua se formaram a partir da colisão de planetas. (Foto: Science Photo Library.)

A Terra e a Lua foram criadas como resultado de uma gigantesca colisão entre dois planetas do tamanho de Marte e Vênus.

Até agora, acreditava-se que a colisão teria ocorrido quando o Sistema Solar tinha30 milhões de anos - há cerca de 4.537 milhões de anos.

Mas o novo estudo do Niels Bohr Institute, da Universidade de Copenhague, sugere que a Terra e a Lua provavelmente se formaram muito depois disso, talvez até 150 milhões de anos depois da formação do Sistema Solar.

“Determinamos a idade da Terra e da Lua usando isótopos de tungstênio, que podem revelar se os núcleos de ferro (dos planetas) e a superfície de rochas se misturaram durante a colisão”, explicou o geólogo Tais W. Dahl, que elaborou a pesquisa durante seu projeto de tese em geofísica no Niels Bohr Institute, em colaboração com David J. Stevenson, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês).

Os planetas do Sistema Solar foram criados pela colisão de pequenos planetas que orbitavam em torno do então recém formado Sol. Durante as colisões, os pequenos planetas derretiam e se juntavam, formando planetas cada vez maiores.

A Terra e a Lua se formaram como o resultado entre o choque de dois planetas que tinham o núcleo de metal e a superfície de rochas.

O processo ocorreu em menos de 24 horas e a temperatura da Terra era tão alta (7 mil graus Celsius) que tanto as rochas como o metal devem ter derretido durante a colisão.

Até há pouco tempo, acreditava-se que as rochas e o ferro haviam se misturado completamente durante a formação do planeta, e a conclusão era de que a lua havia se formado quando o Sistema Solar tinha cerca de 30 milhões de anos, há 4.537 milhões de anos.

A pesquisa de Dahl, no entanto, mostra algo bastante diferente.

A idade da Terra e da Lua pode ser medida examinando-se a presença de certos elementos nas camadas superficiais da Terra.

A substância radioativa háfnio 182 decai com o tempo e se transforma no isótopo de tungstênio 182.

Os dois elementos têm diferenças marcantes em suas propriedades químicas e enquanto o isótopo de tungstênio prefere se unir a metais, o háfnio prefere se unir a silicatos, como rochas.

São necessários entre 50 milhões e 60 milhões de anos para que todo o háfnio decaia e se converta em tungstênio, e durante a colisão que originou a Lua, quase todo o metal foi parar no centro da Terra, mas nem todo o tungstênio foi para a região.

“Estudamos em que grau a rocha e o metal se misturaram durante as colisões que formaram o planeta. Usando cálculos a partir de modelos dinâmicos da turbulenta mistura das massas de ferro e rocha líquida, encontramos isótopos de tungstênio da formação da Terra presentes na camada rochosa”, explicou Dahl.

O novo estudo sugere que a formação da Lua ocorreu quando todo o háfnio já havia decaído e se transformado em tungstênio.

“Nossos resultados mostram que o centro de metal e rocha não consegue se emulsificar nas colisões entre planetas com mais de 10 km de diâmetro e, por conta disso, a maior parte do centro de ferro da Terra (80 a 99%) não removeu o tungstênio do material rochoso das camadas superiores durante a formação, explica Dahl.

O resultado da pesquisa significa que a Terra e a Lua provavelmente se formaram muito depois do que se imaginava.

Fonte: BBC Brasil.

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